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Cólica e dor para evacuar ou urinar na menstruação

Anti-inflamatório no primeiro sinal, calor e movimento aliviam a cólica. Dor para evacuar ou urinar que volta todo ciclo pede investigação.

4 min de leitura

A cólica vem das prostaglandinas, substâncias que o útero libera para se contrair e eliminar o endométrio. Quanto mais prostaglandina, mais dor, e às vezes também enjoo, diarreia e dor nas costas.

O que mais funciona

  • Anti-inflamatório, como ibuprofeno ou naproxeno, começando no primeiro sinal de dor, ou um dia antes se o ciclo for previsível, por 2 a 3 dias. Ele bloqueia a produção de prostaglandina, por isso funciona melhor cedo. Quem tem gastrite, úlcera, doença nos rins ou asma que piora com anti-inflamatório precisa de outra opção.
  • Calor na barriga, com bolsa de água quente ou adesivo térmico: em estudo, aliviou tanto quanto o ibuprofeno.
  • Exercício regular diminui a intensidade da cólica ao longo dos meses.
  • Anticoncepcional hormonal e DIU hormonal reduzem bastante a cólica e o sangramento.

Na comida e nos suplementos

  • Gengibre em pó, de 750 mg a 2 g por dia nos 3 primeiros dias da menstruação, reduziu a dor em vários estudos pequenos. Um chá forte de gengibre fresco também conta.
  • Ômega-3, do peixe gordo ou de suplemento, e magnésio têm estudos com algum alívio.
  • Comida anti-inflamatória nos dias anteriores ajuda o conjunto: veja as receitas anti-inflamatórias.

Dor para evacuar ou urinar

Nos dias da menstruação, as prostaglandinas também agem no intestino: é comum o intestino soltar e doer um pouco ao evacuar. Mas dor forte para evacuar ou para urinar que volta todo ciclo, ainda mais junto com cólica forte ou dor no fundo durante a relação, é um sinal clássico de endometriose: um tecido parecido com o endométrio que cresce fora do útero, às vezes no intestino ou na bexiga.

A endometriose segue ativa até a menopausa, e muitas mulheres passam anos sem diagnóstico porque a dor é tratada como normal. O exame que mais ajuda é o ultrassom transvaginal com preparo intestinal, ou a ressonância, pedidos e feitos por quem conhece a doença. Marque essa dor no diário para mostrar que ela acompanha o ciclo.

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Sangue na urina ou nas fezes, febre, ardor forte para urinar fora da menstruação ou dor que não passa com o remédio de sempre.

Quando a cólica muda na transição

Cólica que começa ou piora depois dos 40, junto com menstruação mais longa ou mais intensa, pode ser mioma, adenomiose ou pólipo. Não é para aguentar: leve à consulta. Veja o que investigar.

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Fontes

  • Associação Brasileira de Climatério (Sobrac). Guia Sobrac Perimenopausa: a transição menopáusica na prática, 2025.
  • Marjoribanks J et al. Nonsteroidal anti-inflammatory drugs for dysmenorrhoea. Cochrane Database of Systematic Reviews, 2015.
  • Akin MD et al. Continuous low-level topical heat in the treatment of dysmenorrhea. Obstetrics and Gynecology, 2001.
  • Armour M et al. Exercise for dysmenorrhoea. Cochrane Database of Systematic Reviews, 2019.
  • Daily JW et al. Efficacy of ginger for alleviating the symptoms of primary dysmenorrhea: a systematic review and meta-analysis. Pain Medicine, 2015.
  • Zondervan KT, Becker CM, Missmer SA. Endometriosis. New England Journal of Medicine, 2020.

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