Diagnóstico: por que um exame de sangue não resolve
A perimenopausa é reconhecida pelos sintomas e pelo ciclo. Os exames servem para outra coisa.
O diagnóstico da perimenopausa é clínico: vem da sua idade, da mudança no ciclo e dos sintomas. Nessa fase os hormônios sobem e descem de um dia para outro, então um FSH ou um estradiol normal não exclui a perimenopausa. Nenhum exame isolado confirma ou descarta.
Quando o exame de hormônio ajuda
- Sintomas antes dos 40 anos, para investigar insuficiência ovariana prematura.
- Entre 40 e 45 anos, quando há dúvida.
- Depois de retirar o útero, quando não dá para acompanhar pelo ciclo.
- Quando a falta de menstruação pode ter outra causa.
Um FSH acima de 25 em mais de uma dosagem sugere a fase tardia da transição.
O que precisa ser descartado
A tireoide imita muitos sintomas da transição: cansaço, alteração de humor, de peso e de ciclo. O TSH costuma entrar na conversa.
Menstruação muito intensa é comum: atinge cerca de uma em cada três mulheres entre 40 e 45 anos. Mesmo assim, merece investigação, com hemograma, ferro, tireoide e ultrassom transvaginal. Sangramento persistente, fora do período ou depois da relação pede avaliação do endométrio.
Exames para conversar nessa fase
Não para diagnosticar a perimenopausa, mas porque a transição mexe com glicose, colesterol, osso e coração:
- glicemia e insulina de jejum, ou hemoglobina glicada;
- colesterol e triglicérides, e lipoproteína(a) uma vez na vida;
- PCR ultrassensível, ferritina e vitamina D;
- mamografia e preventivo em dia; densitometria conforme o risco.
Isto ajudou?
Fontes
- Associação Brasileira de Climatério (Sobrac). Guia Sobrac Perimenopausa: a transição menopáusica na prática, 2025.
- Mary Claire Haver. A nova perimenopausa. Intrínseca, 2026.