Álcool sem sermão: as quatro janelas
O que muda o resultado não é beber ou não. É o que acontece antes, durante, ao chegar e na manhã seguinte.
Antes de sair
Nunca de estômago vazio. Proteína com gordura antes desacelera a absorção do álcool: ovos, queijo, castanhas, iogurte. Na escolha da bebida, vinho seco, espumante brut e destilado com água com gás e limão somam pouco açúcar. Caipirinha, drinques doces, licor e cerveja em volume somam muito.
Durante
Um copo de água entre cada dose. Parece banal, e é o que mais funciona: boa parte do mal-estar do dia seguinte é desidratação. Se for beliscar, belisque proteína: queijo, castanha, espetinho, azeitona. Petisco só de carboidrato com álcool é a combinação que mais derruba a manhã seguinte.
Ao chegar em casa
Água com uma pitada de sal ou água de coco, porque o álcool leva embora eletrólitos, não só água. Se der, coma algo com proteína antes de dormir.
Não tome paracetamol
Álcool com paracetamol sobrecarrega o fígado. Se precisar de analgésico, que seja outro e com comida, e confirme com a farmacêutica se você usa alguma medicação.
Na manhã seguinte
Coma. Não jejue. Ovos, sal e potássio: banana, água de coco, batata. Neste dia o carboidrato é bem-vindo, porque o álcool derruba a glicose. Café pode, depois da água. Pule a fritura. O dia seguinte é dia de proteína, água, caminhada curta e dormir cedo, sem treino pesado e sem restrição.
O que não funciona
- Suco “detox” e chá desintoxicante: o fígado faz isso sozinho.
- Mais álcool: adia o mal-estar e piora o sono da noite seguinte.
- Sauna ou suar na academia: álcool não sai pelo suor e a desidratação piora.
O custo, dito uma vez
Álcool prejudica a barreira do intestino e a qualidade do sono, mesmo quando você dorme as horas. Duas taças com comida numa noite da semana passam sem deixar marca. Três noites por semana apagam em silêncio o resto do plano. Escolha a frequência sabendo o preço.