GLP-1 e GIP: os hormônios da saciedade
O que são, por que o alvo é o GLP-1 e o que a comida consegue fazer sem caneta.
GLP-1 e GIP são incretinas: hormônios que o intestino libera quando a comida chega e que avisam o pâncreas e o cérebro que entrou alimento. Os remédios injetáveis para emagrecer imitam esses sinais. A comida também os estimula, só que de um jeito mais curto e mais suave.
GLP-1 é o alvo
O GLP-1 aumenta a saciedade, deixa o esvaziamento do estômago mais lento e ajuda a glicose a subir menos depois da refeição. Os estímulos alimentares mais fortes para ele são proteína, fibra fermentável, gordura boa em porção pequena e sabores amargos.
GIP depende do terreno
Em quem tem boa resposta à insulina, o GIP ajuda. Em quem tem resistência à insulina, ele alto e constante favorece o acúmulo de gordura. O que mais o dispara é gordura somada a carboidrato refinado de uma vez só: salgadinho, biscoito recheado, fast food, batata frita. Não dá para montar dieta mirando o GIP, mas dá para recuperar a resposta a ele com caminhada, treino de força e sono.
Comida não é caneta, e tudo bem
Uma refeição bem montada mantém o GLP-1 elevado por uma ou duas horas, dentro do normal do corpo. O remédio mantém níveis muito mais altos por semanas. O que a comida entrega é saciedade melhor e glicemia mais estável, o suficiente para comer menos sem passar o dia com fome.
O mecanismo continua sendo o déficit
Nada disso cria perda de peso do nada. O que muda é o déficit ficar tolerável, e a proteína com o treino de força garantem que o que sai seja gordura e não músculo.