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Suplementos: o que tem evidência e o que é marketing

Vitamina D e cálcio quando faltam, proteína e creatina para o músculo. O resto tem pouco estudo ou risco.

5 min de leitura

Suplemento serve para completar o que falta, não para substituir comida. Alguns têm boa evidência na transição. Outros vendem mais do que entregam.

Têm evidência, quando há indicação

  • Vitamina D. Vem mais do sol do que da comida. Peça a dosagem na consulta e reponha se estiver baixa, na dose que a médica indicar. Megadose sem exame não traz benefício extra e pode subir o cálcio do sangue.
  • Cálcio. A meta é de 1.000 mg por dia, e de 1.200 mg depois dos 50 anos, somando comida e suplemento. Prefira a comida: laticínios, sardinha, tofu, folhas verdes escuras, gergelim. Suplemento só para completar, em doses de até 500 mg por vez.
  • Proteína em pó. Whey ou proteína vegetal é comida em pó: ajuda a chegar a 25 g de proteína numa refeição corrida. Veja Proteína.
  • Creatina. Junto com treino de força, ajuda um pouco a ganhar músculo. Veja Creatina.
  • Ômega-3. Para quem não come peixe gordo 2 vezes por semana. Em dose alta, com receita, baixa os triglicérides. Não reduziu ondas de calor nos estudos.
  • Ferro. Só se a ferritina estiver baixa, o que é comum com menstruação intensa. Ferro sem falta faz mal.
  • Vitamina B12. Para veganas, vegetarianas estritas e quem usa metformina ou remédio para o estômago, como omeprazol, por muito tempo. Dá para dosar.

Evidência fraca

  • Magnésio. Estudos pequenos para sono e cãibra, com resultados fracos. Em dose comum, é seguro para quem tem rins saudáveis; o efeito mais comum é intestino solto.
  • Colágeno. Os estudos mostram efeito pequeno na hidratação e na elasticidade da pele. Não conta como proteína completa para o músculo: falta um aminoácido essencial, o triptofano.
  • Melatonina. Adianta o sono em poucos minutos. Veja Sono.
  • Isoflavona em cápsula. Resultados mistos para ondas de calor. A soja como comida é a opção mais segura.

Melhor evitar sem orientação

  • Cimicífuga (black cohosh): não funcionou melhor que placebo nos melhores estudos e tem relatos de lesão no fígado.
  • Ashwagandha: estudos pequenos para estresse e sono, e relatos de lesão no fígado e de alteração da tireoide.
  • Fórmulas "para a menopausa" com dezenas de ingredientes: dose baixa de tudo e nenhum estudo da mistura.
  • Termogênicos e "seca-barriga": estimulantes que sobem a pressão e pioram o sono e a ansiedade.

Leve a lista para a consulta

Suplemento também interage com remédio. Anote o que você toma, com a dose, no campo de remédios da lista para a consulta.

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Fontes

  • Associação Brasileira de Climatério (Sobrac). Guia Sobrac Perimenopausa: a transição menopáusica na prática, 2025.
  • The Menopause Society. The 2023 nonhormone therapy position statement. Menopause, 2023.
  • Institute of Medicine. Dietary reference intakes for calcium and vitamin D. National Academies Press, 2011.
  • LeBoff MS et al. Supplemental vitamin D and incident fractures in midlife and older adults (VITAL). New England Journal of Medicine, 2022.
  • Cohen LS et al. Efficacy of omega-3 for vasomotor symptoms treatment: a randomized controlled trial (MsFLASH). Menopause, 2014.

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